Diego Fernando Bolaños

Diego Fernando Bolaños é Profissional em Ciências do Esporte e Psicólogo, Mestre em Educação (educação popular e desenvolvimento comunitário) e doutor em educação do doutorado latino-americano em Educação, Políticas Públicas e profissão docente na linha de pesquisa Psicologia, Psicanalise e Educação da Faculdade de Educação FaE da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Sua tese sobre a constituição da subjetividade em adolescentes integrantes de agrupamentos juvenis de cidade em Mar del Plata (Argentina) e Cali (Colômbia) foi colocada em destaque pela banca examinadora na sua defensa. Atualmente é estagiário pós-doutoral da FaE-UFMG Brasil e professor do Instituto Federal do Centro Federal de Educação tecnológica de Minas Gerais CEFET-MG.

 

 

Linhas de pesquisa

Adolescência, juventude e convivência

Constituição de subjetividade adolescente

Agrupações juvenis de cidade e Políticas publicas

Deporte, Sociedade e Agrupações juvenis de cidade

Vínculos sociais e culturais a través do esporte

 

Campos de ação.

Metodologias de investigação e intervenção social desde e com a Psicanalise

Psicanalise Social e Psicologia Social

Sociologia e psicologia do Esporte  

 

Livros

2011. Bolanos, D. F. FUTBOL: Tradiciones y Pasiones en Fanáticos. Armenia (Colombia): Kinesis, v.1. p.188. Impreso: ISBN: 9789588695181 2.

Bolanos, D. F. Desarrollo Motor, Movimiento e Interacción. Armenia: Kinesis, 2010, v.1. p.201: Impreso, ISBN: 9789588269641.

Artigos recentes

2018. Bolaños, D. F. La política neoliberal sobre la educación en Colombia: más allá de maniobras militares, unos acuerdos bipartidistas. TRABALHO & EDUCAÇÃO (UFMG). v.26, p.35 - 53: Digital. [http://https://seer.ufmg.br/index.php/trabedu/issue/view/532]  

2015. Bolaños, D. F.; Pereira, M. R.; Dipaulo, J.; Szechenyi, E.; Suarez, R. En el Derecho a participar no hay nimiedad. INFEIES-RM, v.4, p.41 - 63. Digital. http://www.infeies.com.ar/bajar/I.2.Bola%C3%B1os%20&%20Pereira%20et%20al...

2013. Bolaños, D. F. Mitos y rituales en la tribu urbana Baron Rojo Sur barra seguidora del club de Fútbol América de Santiago de Cali. Revista Borromeo. v.4, p.46 - 72, Digital: [http://borromeo.kennedy.edu.ar revistaborromeo@kennedy.edu.ar]

 

 

Pesquisa como fellow do CALAS

Título: “RESPIRAMOS O MESMO AR, MAS SOMOS DIFERENTES. Constituição de subjetividade em adolescentes integrantes de agrupamentos juvenis de cidade em Mar del Plata (Argentina) e Cali (Colômbia)”

Resumen:

Analisamos a constituição da subjetividade em adolescentes de Agrupamentos Juvenis de Cidade (AJC) em Argentina e Colômbia. Realizou-se uma Pesquisa-Intervenção de Orientação Clínica, empregando ferramentas como Espaços de Fala, Entrevistas de Orientação Clínica de base psicanalítica e Diários Clínico e de Bordo, elementos que fizeram possíveis o acesso aos discursos singulares de adolescentes. Outras ferramentas como Observação, Grupos Focais e Entrevistas semi-estruturadas foram utilizadas no intuito de obter discursos particulares sobre adolescentes. Ambos os discursos foram interpretados na modalidade do contraste. Entre os aspectos destacados, observa-se que, nos discursos particulares, as AJC não foram mencionadas e os adolescentes percebidos como sonhadores, dançarinos, defensores de seus direitos, violentos e violentados, consumistas, viciados em drogas, ariscados e em exposição a perigos. Já nos discursos singulares de 9 sujeitos selecionados do rap e do grafite, a quem denominamos “par-zeros”, identificaram-se tendências parcialmente diferentes de como são percebidos: eles falaram do consumo, mas orientado às práticas de hip hop; destacamos neles suas buscas de identificação, restituição de referentes simbólicos e imersão social por meio da substituição de seus nomes próprios. Para alguns, a figura da mãe e o misticismo erigem-se como determinantes para dar sentido à substituição de seus nomes; em outros, o som ou a escrita do substituto foram reincidentes. Não obstante, também encontramos em certos casos o cinismo, a provocação linguageira, o humor e a comicidade como acompanhantes e que revestem a substituição, gerando um interjogo de significantes que interceptam o seu narcisismo e impulsionam sua constituição subjetiva. Assim, vimos que na, e com a troca do nome próprio, o adolescente de nossa pesquisa erige sua subjetividade com arraigado no seu passado, mas também como busca do desenraizamento dele num jogo duplo de alienação e separação. Um elemento a mais da contradição presente no vazio das buscas de suas subjetivações que se chocam com o social instituído.

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Fellows